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13 de junho de 2011

Uma Governança de TI boa e eficaz – parte 1

Marcos Alessandro Siqueira*

Não podemos fechar os olhos para a crescente  importância da TI – Tecnologia da Informação –  em nosso cotidiano e no desenvolvimento do Mercado Corporativo. Um clássico exemplo dessa realidade são as instituições financeiras, que por intermédio da TI provêem acesso direto a operações antes executadas somente em suas agências. Você se lembra que nós clientes precisávamos enfrentar longas filas apenas para retirar um extrato ou pagar uma conta? É inimaginável a sociedade sem o uso das facilidades advindas da TI. Podemos afirmar que a maior parte dos  produtos e serviços, desde os indispensáveis até os supérfulos, de alguma forma são construídos com o uso de recursos da Tecnologia da Informação.

Reconhecendo a importância da TI, deparamo-nos com a necessidade de compreender como gerir seu uso e ter controle dos investimentos necessários para garantir os serviços prestados. Logo, tão necessário quanto os ganhos de produtividade prorpocionados pela tecnologia, é uma boa e eficaz Governança, capaz de alinhar os recursos tecnológicos informacionais com as necessidades do negócio.

 

Os desafios da Governança de TI

ENIAC - Electrical Numerical Integrator and Computer

A Tecnologia da Informação é uma área relativamente nova. O ENIAC (Electrical Numerical Integrator and Computer), primeiro computador digital eletrônico, foi criado em fevereiro de 1946, ou seja, temos apenas 65 anos de experiência com essas maravilhosas máquinas. O desafio aumenta ao constatarmos que o ENIAC em nada nos lembra os equipamentos atuais; isso porque a TI é um dos segmentos da tecnologia que mais evolue. Assim, o  que temos hoje de mais moderno, em dois ou três anos provavelmente estará defasado. E em muitos casos, equipamentos com dez anos de existência  tornam-se peças de museu.

Essa evolução acelerada não se diferencia da evolução do Mercado Corporativo. As empresas estão sendo empurradas fortemente para a revisão de práticas e oportunidades de negócio. O que hoje é uma excelente oportunidade, amanhã poderá se tornar arcaico e empresas desatentas colocam em risco sua lucratividade e até mesmo sua existência.

Nesse panorama surge a problemática da gestão da tecnologia: ela é volúvel, instável, tem diversas subdivisões, evolue rapidamente, é complexa e seus profissionais muitas vezes optam por adotar uma postura de “gênios intocáveis”, priorizando seus desejos de perfeição tecnológica quando o foco principal deveria estar voltado para os  serviços que a TI presta aos usuários, clientes e, principalmente, ao negócio. E o negócio que a TI suporta também está em constante evolução, buscando antecipar-se e adaptar-se às novas demandas,  aproveitar oportunidades e ter agilidade nos processos.

É nesse quadro que se coloca o desafio da Governança de TI: como gerir o uso de tecnologia sem perder os melhores profissionais, mantendo-se atualizado tecnologicamente e atendendo às necessidades de um negócio em constante mutação e que precisa responder à demanda do mercado?

Nos próximos artigos tentarei responder à esta pergunta.

 

* Marcos Alessandro Siqueira é Gerente de Tecnologia da CPD Informática.

 

Acompanhe a série de artigos “Uma governança de TI boa e eficaz”
Acesse a Parte 2  desta série

Acesse a Parte 3 desta série

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