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27 de junho de 2011

Uma Governança de TI boa e eficaz – parte 2

Marcos Alessandro Siqueira*

Ao entender o desafio da Governança de TI percebemos quão difícil é obtermos uma fórmula pronta para uma gestão boa e eficaz. Entretanto, podemos traçar passos que norteiem os gestores na elaboração de uma governaça que atenda às necessidades do negócio e da TI.

Governança Corporativa

Um dos pilares da Governança de TI é o alinhamento da Tecnologia com o negócio. Logo, é impossível qualquer governança boa e eficaz se o gestor de TI não conhece a necessidade do negócio, e pior se os próprio executivos a desconhecem. Portanto, para uma Governança de TI boa e eficaz, o primeiro passo é uma Governança Corporativa boa e eficaz. Segundo o IBCG (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa):

A boa Governança proporciona aos proprietários (acionistas ou cotistas) a gestão estratégica de sua empresa e a monitoração da gestão executiva. As principais ferramentas que asseguram o controle da propriedade sobra a gestão são o conselho de administração, a auditoria independente e o conselho fiscal. [1]

Portanto, a gestão estratégica deve partir dos diretores, que estabelecem a direção que o negócio irá assumir como um todo, embasando o gestor de TI em suas decisões estratégicas e operacionais. Não cabe ao gestor de TI definir o rumo do negócio, mas sim de preparar a TI para atender as necessidades do negócio.

 

O papel do Gestor de TI

A figura pintada por Peter Weill [2], uma roda raiada, retrata muito bem o mecanismo de funcionamento da TI em uma organização. O eixo da roda são os especialistas em TI (DBA’s, analistas, programadores e técnicos), o aro é o negócio e os raios são pessoas de ligação entre a tecnologia e o negócio. Nessa representação observamos que a distância entre o eixo e o aro é enorme. Ambos rodam juntos apenas pelo papel dos raios que fazem as ligações necessárias. Assim funciona em uma organização: a necessidade do negócio e o interesse dos especialistas de TI são extremamente divergentes. Um se preocupa com a posição do negócio no mercado e vê a TI como uma misteriosa caixa preta que provoca um gasto necessário e o outro se preocupa com as últimas tendências da tecnologia e percebe que precisa se atualizar para continuar no mercado de trabalho.

Na falta de um gestor de TI capacitado, dois comportamentos podem ser observados: primeiro que a TI empreenda altos gastos em hardware e software apenas por serem tecnicamente desafiadores e desejáveis, mas que trazem pouco ou nenhum ganho na atividade fim da organização; segundo que executivos tracem metas que dependam de uma estrutura de TI que não dispõem e no fim não entendem o motivo do “pessoal da informática” não atender às demandas do negócio.

Portanto, outro passo principal para uma Governança de TI boa e eficaz é a existência de um gestor capaz de fazer interface entre o negócio e a TI, mantendo a equipe operacional motivada e comprometida, com metas reais e trazendo aos executivos informações transparentes de como a TI tem suportado as operações de negócio. São os raios que mantém o cubo e o aro girando na mesma RPM (rotação por minuto), apesar de, aparentemente, cada um rodar em uma velocidade diferente.

Referência

[1] INSTITUTO BRASILEIRO DE GOVERNANÇA CORPORATIVA. Origem da boa governança. São Paulo, 2011. Disponível em: <http://www.ibgc.org.br/Secao.aspx?CodSecao=18>. Acesso em: 20 de fevereiro de 2011.

[2] WEILL, PETER. O segredo da boa governança. Microsoft Business

 

* Marcos Alessandro Siqueira é Gerente de Tecnologia da CPD Informática.

Acompanhe a série de artigos “Uma governança de TI boa e eficaz”
Acesse a Parte 1  desta série

Acesse a Parte 3 desta série

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